terça-feira, 4 de junho de 2019

Criação da ANZINE - Associação Nacional de Pesquisa e Criação de Fanzines

INTRODUZINE À ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE PESQUISA E CRIAÇÃO DE FANZINES
(ANZINE)

A Associação Nacional de Pesquisa e Criação de Fanzines (ANZINE) com sedes no IFF – Instituto Federal de Fluminense, em Macaé-RJ, cujo campus possui a Fanzinoteca de Macaé; e na Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), campus Paulo Freire em Teixeira de Freitas-BA (a ser implementada); se propõe a ser uma associação de pesquisadores/as envolvidos/as com a pesquisa, criação e o desenvolvimento científico e pedagógico acerca dos Fanzines, com desmembramentos nos zines, biograficzines e zineletrônicos, e todas as demais manifestações do amplo espectro dos fanzines.

A ANZINE foi idealizada inicialmente pela pesquisadora e fanzineira Dra. Danielle Barros (UFSB) com o estímulo inicial dos pesquisadores e também fanzineiros Alberto de Souza (Beralto) (IFF-MACAÉ), Dr. Edgar Franco (Ciberpajé – UFG) – que sugeriu o nome para a associação -, e Dr. Gazy Andraus (UFG), formando assim o núcleo inicial de criadores da ANZINE. A associação vê o/a “fanzine[1]” como uma modalidade paralela de publicação autoral e/ou em grupo, ou seja, paratópica, já que não se configura como uma publicação oficial, embora extremamente importante como construtora social, e que existe desde o final da década de 1920/30, e batizado/a em 1940 por Russ Chaveneut, nos EUA. Embora inicialmente fossem os zines publicações com contos e textos amadores atinentes à literatura da ficção científica, propagaram-se pelo mundo ampliando os temas aportando em 1965 no Brasil incluindo inicialmente como um dos temas de destaque, as histórias em quadrinhos (HQs)[2].

Atualmente, o universo fanzineiro se desdobra com eventos e exposições no mundo inteiro, como no Canadá, EUA, Toronto, França, Portugal, Taiwan, Brasil e outros, e abriga coleções em bibliotecas públicas, ou de faculdades e universidades, e ainda como espaços e locais destinados a eles/elas, fanzines, no que se convencionou chamar de fanzinotecas , ou fanzinetecas, e ainda zinetecas, como a recentemente inaugurada  FanzinoteKa de Barueri-SP (denominada de Fanzinoteca “Thina Curtis” em homenagem à idealizadora do evento “Fanzinada”) e a Fanzinoteca IFF – do Instituto Federal Fluminense).

Além disso, os fanzines, especialmente no Brasil e a partir do início deste século XXI, começaram a ser mais conhecidos, compreendidos e utilizados na educação, sobretudo por seus aspectos multi e interdisciplinares, desde o ensino fundamental e médio chegando ao universitário, incluindo na pedagogia da EJA, na formação de jovens e adultos, na formação de educadores/as e até em cursos de pós-graduação.

A proposta da ANZINE tem como aglutinador de pesquisa e criação seu objeto, o fanzine (e suas derivações), sendo por isso um espaço livre e interdisciplinar desde sua concepção. Em seus princípios gerais, entende que são justamente as diferentes perspectivas das diversas áreas do conhecimento que possibilitam a melhor compreensão de um todo imiscuído na vida e na realidade autoral de cada indivíduo na sociedade, que tem na criação de seu fanzine (ou zine, ou biograficzine[3]), um melhor diálogo entre si e a realidade cotidiana social que o permeia.

Destacamos ainda que o fanzine, por não ter caráter comercial, propicia uma fraternidade entre seus idealizadores e colaboradores que não tem par nas outras modalidades de expressão. Assim, o fanzine é aglutinador, traz o humanismo necessário, mais ainda em tempos atuais de discussões e querelas sem reflexão que despontam nas redes sociais como o “Facebook”, cujo caráter original, embora seja também aglutinador, perpassa uma premissa de conteúdo publicitário e comercial. Assim, o/a fanzineiro/a geralmente é conhecedor intuitivo de que seu trabalho existe numa modalidade paratópica à comercial, e que busca o entrosamento, o diálogo e confluência e troca de ideias, bem como de expressões artísticas sejam quais forem (textos, contos, HQs, HQforismos, cartuns, poesias, miscelâneas, etc.), desvinculando-se de competições e salvaguardando um sentimento fraternal pouco propalado nos sistemas sociais ora vigentes.

Assim, plantamos a semente e damos início à ANZINE no contexto do ‘IV ENTRE ASPAS’ em Leopoldina/MG, já propondo e aplicando oficinas com o tema fanzine para os participantes do evento.

Esperamos que apreciem este iníciozine. Abraço fraternal a todos/as, e sejam bem vindos à ANZINE!

A comissão da ANZINE, em 14/05/2019, num local paratópico!

Dra. Danielle Barros Silva Fortuna (UFSB)

Alberto de Souza (IFF- Macaé)

Dr. Edgar Franco (Ciberpajé – UFG)

Dr. Gazy Andraus (UFG)
                                                                                
Se quiser fazer parte da Anzine, envie um e-mail para: anzinegrupo@gmail.com
Facebook: Anzine Pesquisador (https://www.facebook.com/anzine.pesquisador.7)



[1]           Como provém o nelogismo da língua inglesa, não havendo distinção de gênero (“the fanzine), pode-se denominar como “o fanzine/zine” ou “a fanzine/zine”. Igualmente, pode-se considerar também apenas o termo “zinar” (de “zine”, um diminutivo de “fanzine” correntemente aceito).
[2]           Devido ao fanzine “Ficção” de Edson Rontani, lançado em 12 de outubro de 1965, há uma comemoração a cada 12 do referido mês, como o Dia nacional do Fanzine.
[3]           Uma variante biográfica dos fanzines, idealizada pelo saudoso educador Elydio dos Santos Neto.

LEIA O ZINE DE APRESENTAÇÃO DA ANZINE, clique na imagem de capa:



[DIVULGAÇÃO] Oficina de Fanzines e quadrinhos com Ciência e Arte no Colégio Estadual Democrático Ruy Barbosa

Dia 15/06/2019 das 7:30 às 11:00 acontecerá a Oficina de Fanzines e quadrinhos com Ciência e Arte no Colégio Estadual Democrático Ruy Barbosa em Teixeira de Freitas-BA! 

O que são fanzines e quadrinhos autorais? 
O que tem de arte e o que tem de ciências nos quadrinhos e fanzines? 

Essas e outras perguntas serão desvendadas na oficina!

Objetivo: Compartilhar apontamentos teóricos e práticos sobre a linguagem das histórias em quadrinhos e fanzines em uma proposta autoral, discussão sobre processos criativos, possibilidades de utilização na perspectiva pedagógica e divulgação científica. Oficina criativa. 

Mediado pela Prof. Danielle Barros (UFSB)


Inscreva-se no minicurso "Construção de fanzines e quadrinhos na sala de aula" no I Seminário de Estágio Supervisionado da UFSB

O Seminário busca um diálogo entre os estagiários, supervisores, professores da Educação Básica, Universidade e Escola, na construção de possibilidades no ensinar e aprender a profissão docente (PIMENTA; LIMA, 2008), proporcionando a partilha de posturas e concepções didático-pedagógicas. Para tanto, o estágio supervisionado é pensado aqui como lócus de uma reflexão-ação-reflexão (SCHÖN, 2000). Neste sentido, a partir das atividades que serão desenvolvidas no seminário, buscará a partilha e a potencialização do Estágio Supervisionado como instância importante nos diálogos colaborativos entre Escola e Educação Básica.

O seminário tem na sua programação: palestras, minicursos e apresentação de comunicações. 
Segue abaixo o link para inscrição: https://sig.ufsb.edu.br/eventos/public/evento/SESRPD


Estarei lá com o minicurso "Construção de fanzines e quadrinhos na sala de aula" durante I Seminário de estágio supervisionado. Objetivo: Compartilhar apontamentos teóricos e práticos sobre a linguagem das histórias em quadrinhos e fanzines em uma proposta autoral, discussão sobre processos criativos, possibilidades de utilização na perspectiva pedagógica e divulgação científica. Oficina criativaPúblico: discentes, educadores/as da Educação básica, estudantes, e demais interessados/as.  
Mediado pela Prof. Danielle Barros (UFSB).


ORGANIZAÇÃO - Professores:
Ivonete de Souza Susmickat Aguiar
Liziane Martins
Paulo de Tássio Borges da Silva

TE ESPERO LÁ!

segunda-feira, 13 de maio de 2019

Comunicação Oral da HQ sobre Biossegurança Laboratorial ganha Menção Honrosa em evento acadêmico da UFSB

Apresentamos o trabalho "IMPORTÂNCIA DO USO DO JALECO EM LABORATÓRIOS DE AULAS PRÁTICAS ATRAVÉS DE UMA HISTÓRIA EM QUADRINHOS" na UFSB campus Paulo Freire em Teixeira de Freitas, durante o I Simpósio Regional de Formação e Educação em Saúde! Foi um sucesso! :D o evento aconteceu dia 24/11/2018.
A autoria do trabalho é minha, Lorrane Rocha, Jorge Fortuna, Erica Almeida, Jessica Santana, Estêvão Borel. Foi comunicação oral, mas fizemos banner também. Dias depois recebemos um e-mail e um certificado informando que nossa comunicação oral recebeu o prêmio de MENÇÃO HONROSA como um dos melhores trabalhos apresentados! Confira algumas fotos:









segunda-feira, 6 de maio de 2019

Lançamento de Memento Mori fanzine de Danielle Barros

Em primeira mão a capa externa do meu novo zine Memento Mori, um Zine que aborda sobre a morte, mais especificamente algumas lições importantes que aprendi com o luto. Um tema que muitos evitam, mas o assunto é importante e deve ser falado. No meu caso esse Zine nasceu entre lágrimas e sorrisos e eu dedico a meus ancestrais: meu pai Renato, e a todos entes queridos que se foram, meu primo Tallis, meu avô Antônio, minha avó Delvita, a Ruth, meus gatinhos que já partiram, meus amigos, aos meus sogros que não conheci, e tanta gente especial. Esse Zine também é dedicado para quem sofre o luto, e consegue, a cada dia, encontrar forças para viver da melhor forma possível! 
Esse é um dos zines que vou lançar durante o evento Aspas promovido pela Associação Nacional de Pesquisadores em Arte Sequencial em Leopoldina MG.

Tiragem limitada e só estarão disponíveis a partir do lançamento entre os dias 29 a 31/05.
Reserve o seu!








sexta-feira, 12 de abril de 2019

quarta-feira, 13 de março de 2019

Resenha do livro "Agartha: símbolos e mitos nos quadrinhos poético-filosóficos" por Fausto Ramos

Capa do livro -Arte Ciberpajé
"Algumas vezes, lemos um livro; outras vezes é o livro quem nos lê. Tal parece ser o caso de Agartha: Símbolos e Mitos nos Quadrinhos Poético-Filosóficos de Danielle Barros, cuja sensibilidade analítica vislumbra até mesmo o leitor mais experiente!

Celebrando vinte anos de criação da obra Agartha de Edgar Franco, Danielle estudou minuciosamente o rico simbolismo em cada página do álbum. Foi impossível resistir ao ímpeto de conjugar as leituras; colocando lado a lado as páginas dos quadrinhos poético-filosóficos e as palavras seminais da autora. Bebendo de referências como Marilena Chaui, Alvarez Ferreira e Carlos G. Jung, Danielle mescla explicações teóricas com descrições simbólicas, tornando a leitura apetecível e fluida.


Ao longo de sua análise minuciosa, a autora correlaciona o simbolismo presente em Agartha com mitos gregos, religiões orientais, símbolos esotéricos, filosofia hermética e muitos outros sistemas simbólicos. Este extenso vocabulário semiótico comunica-se com as explicações da D. Barros sobre temas basais da teoria Junguiana: o confronto com a Sombra, o Homem Cósmico enquanto representação do Self, o Processo de Individuação, para citar apenas alguns!


Em sua conclusão, Danielle Barros reforça a mensagem geral do álbum: não é possível apaziguar eternamente nossas angústias. A vida surgiu do choque entre opostos. O conflito faz parte do motor essencial à nossa humanidade; viver em eterna paz é viver anestesiado. A vida oscila sempre entre momentos de prazer e de sofrimento. O desejo de aniquilar um dos opostos, seja nos conduzindo a um estado de eterna dor ou eterna alegria, é a raiz de diversos mitos sobre apocalipses e terras prometidas.


Pessoalmente, fui profundamente tocado por este texto. Costurei os parágrafos com os olhos, com o mesmo entusiasmo de quem descobre uma nova amizade. Bebi do texto com a satisfação de quem encontra um oásis num deserto literário. Não é todo dia que encontramos um livro que nos sussurra ao nosso ouvido: Você não está só!"

Fausto Ramos (foto divulgação). 

Fausto Ramos é licenciado em Matemática e criador do portal Caosofia, onde compartilha conteúdos em vídeo e textos sobre Magia, Psicologia, Filosofia e Cultura. No momento, suas pesquisas se concentram no campo da Psicologia Junguiana e suas relações com a Magia do Caos.





"Agartha: símbolos e mitos nos quadrinhos poético-filosóficos" é um livro de Danielle Barros onde a autora analisa as simbologias do álbum em quadrinhos Agartha, de autoria de Edgar Franco (Ciberpajé). O livro teve lançamento na programação oficial durante as 6as Jornadas Internacionais de Histórias em Quadrinhos na ECA/USP em agosto de 2018. Para obter mais informações e adquirir seu exemplar:

SERVIÇO
Agartha: símbolos e mitos nos quadrinhos poético-filosóficos
Danielle Barros Paraíba: Marca de Fantasia, 2018. 88p.,
14x20cm. R$ 25,00
ISBN 978-85-67732-88-6
PEDIDOS COM Henrique Magalhães na Editora no link ou em contato direto com a autora por e-mail danbiologa@gmail.com