segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Respondendo a uma pergunta recorrente: - Danielle, o que é ser sacerdotisa?

Há algum tempo venho pensando em escrever este post, pois muitas pessoas me perguntam sobre isso, outras não perguntam (é pior) e julgam-me de forma equivocada. Então vou falar um pouco sobre o que é ser Sacerdotisa da Aurora Pós-Humana.
Vou começar falando sobre o que NÃO TEM RELAÇÃO com minha condição de sacerdotisa:

1) Ser sacerdotisa não é RELIGIÃO, não tem nada a ver com Wicca, satanismo, seita,  linhas esotéricas, nem coisa parecida (não que eu seja contra, simplesmente não sou adepta a tais linhas), embora seja uma iniciação.

2) Ser sacerdotisa não é ser parte de um "harém" feminino, nem fraternidade, nem grupo relacionado à  identidade de gênero, nada do tipo,
3) Ser sacerdotisa não é ser "cosplay" de personagem de quadrinhos,

Então o que é afinal, ser sacerdotisa da Aurora Pós-Humana?




Ser nomeada sacerdotisa aconteceu em novembro de 2012, quando o Ciberpajé Edgar Franco me escolheu como uma das pessoas mais afinadas com sua obra, sua arte e ideário. Edgar Franco é um artista transmídia criador do universo ficcional futurista "Aurora Pós-Humana". Nesse universo existem diversos seres híbridos animais/vegetais/humano/pós-humano, espécies, "castas", culturas antagônicas pós-humanas e digamos, nesse contexto, ser sacerdotisa é uma das formas de existir nesse universo. Existem outras sacerdotisas, e eu sou a IV Sacerdotisa.



Eu e o Ciberpajé no FIQ 2015 lançando Sibilante revista em quadrinhos no FIQ 2015


Na foto, eu e a I Sacerdotisa Rose Franco, esposa de Edgar Franco, nos conhecemos em um evento acadêmico na FAV/UFG em uma apresentação do Posthuman Tantra

O que é Aurora Pós-Humana?
A Aurora Pós-Humana é um universo transmídia de ficção científica criado pelo Ciberpajé Edgar Franco com o objetivo de servir como ambientação a trabalhos artísticos em múltiplas mídias. A poética surgiu do desejo de vislumbrar um novo planeta Terra inspirado em perspectivas pós-humanas. Um mundo futuro onde as proposições de cientistas, ciberartistas e transumanistas tornaram-se realidade, no qual a raça humana, como a conhecemos, está em processo de extinção. O corpo e a mente estão reconfigurados e em constante mutação. Limites entre animal, vegetal e mineral estão se dissipando, a morte não é mais algo inevitável e novas formas de misticismo e transcendência tecnológica, a “tecnognose” (ERIK DAVIS, 1998), substituíram quase por completo as religiões ancestrais. A Aurora Pós-Humana é um universo em expansão, já que constantemente estão sendo agregados a ela dados e novas características que regem essa futura sociedade pós-humana. O desejo de Edgar Franco ao criá-la, não foi apenas refletir sobre o que os avanços tecnológicos futuros poderão significar para a espécie humana e para o planeta, mas também produzir uma ambientação que gere o “deslocamento conceitual” descrito por Philip K.Dick (apud QUINTANA, 2004) e assim criar obras que discutam a implicação dessas tecnologias no panorama contemporâneo, ou seja, problematizar o presente por meio de narrativas e obras deslocadas para um futuro ficcional hipotético. Saiba mais AQUI!


Ciberpajé e IV Sacerdotisa apresentando trabalho acadêmico sobre Biocyberdrama Saga e seu potencial educativo para o Ensino de Ciência, Tecnologia e Sociedade (CTS) durante o 3º CIELLI - Colóquio Internacional de Estudos Linguísticos e Literários na UEM em Maringá.

Por que assumir essa persona?
Desde que conheci o Ciberpajé ele tem me incentivado a criar e retomar minha condição de artista. Ao retomar a desenhar eu me vi como em uma nova vida, uma nova fase, uma outra Danielle. Entendi que sendo uma pessoa transformada pelo ato criativo desde que me tornei Sacerdotisa, nada mais certo que me assumir como tal. Portanto, essa retomada à arte traz junto essa nova condição de Ser, e em minhas primeiras artes já assinei como IV Sacerdotisa. Além disso, eu que nunca havia escrito nenhum poema, hoje tenho um arquivo em word com mais de 200 páginas, a maioria ainda inédita. Acho importante levar este nome e divulgar nossa arte e o universo em que estou inserida, da Aurora Pós-Humana. Também acaba sendo um "ato psicomágico" para tornar real o que tenho criado na arte, realizar na realidade validada o processo de auto-cura que venho vivenciando.
Desde que me tornei sacerdotisa em 2012 já foram mais de 15 fanzines criados (sem contar participações em outros fanzines), revista em quadrinhos, apresentações em congressos relacionados à criações com Edgar Franco, um livro publicado, participação em mais de 5 capítulos de livros, ilustração de capa de livro, e tantas outras realizações. 
A afinidade com a arte do Ciberpajé está expressa em nossas criações e parcerias. Já realizei algumas entrevistas com ele publicadas on-line (os links estão disponíveis ao final deste post) e impressa (Revista Gatos & Alfaces), temos um livro em parceria publicado pela Marca de Fantasia, administro as páginas Aforismos do Ciberpajé, Biocyberdrama Saga, Posthuman Tantra; sou organizadora do Livro Aforismos do Ciberpajé a ser publicado em breve, e sou sua biógrafa! Criamos também a Loja da Aurora Pós-Humana disponibilizando as criações do Ciberpajé e minhas!
Vale destacar que ao ser sacerdotisa busco o auto-amor, contagiar as pessoas a encontrar sua própria arte, assim como eu encontrei. A forma de me vestir também reflete isso, pois a despeito de "moda" (algo que nunca fui afeita), hoje eu me visto como se estivesse na era vitoriana, ou em eras medievais! Sim, eu me visto como sempre quis me vestir, e a postura de buscar ser quem sou está presente em diversos âmbitos de minha vida: estar com quem eu gosto de estar, ir aos lugares que eu quero, fazer o que gosto, olhar nos olhos das pessoas, descobrir minha feminilidade sagrada, buscar conciliar-me com minha sombra, aceitar minha luz, aproveitar cada segundo da vida, no agora.
Algumas roupas que costumo usar:


Durante 2as Jornadas Internacionais de Histórias em Quadrinhos no lançamento de BioCyberDrama Saga em SP — em Gibiteria.


2014 com Artlectos e Pós-Humanos 8 


2014 com Sagrado Femizine


2014


Seminário arte e cultura visual FAV-UFG 2014

Festival Internacional de Quadrinhos - FIQ 2015

Na Universidade Federal de São Carlos, durante congresso, 2016.


 Fest comix 2016

 Jornadas Internacionais de Histórias em Quadrinhos, USP

2016

Como eu disse, além da forma de me vestir, minha postura como sacerdotisa também inclui minha vida acadêmica. 
Algumas publicações que assino como IV Sacerdotisa, seja no âmbito acadêmico ou não. Alguns exemplos:


BARROS, D. FRANCO, E. Aforismos & Histórias em Quadrinhos: HQforismos do Ciberpajé”, Revista Conhecimento Prático Literatura. N 51.Edição especial Arte-Educação HQs, da Editora Escala, p. 18-23, 2013.


Artigo completo publicado nos anais do VII Simpósio Nacional de História Cultural (USP)

Livro Arte Sequencial em Perspectiva Multidisciplinar - capa que ilustrei e o Ciberpajé coloriu


Créditos da ilustração no livro

Capítulo de livro "Quadrinhos & Educação vol.1"


Biografia no livro "Processos Criativos de Quadrinhos Poético-filosóficos: a Revista Artlectos e Pós-humanos" em que sou co-autora com o Ciberpajé

Finalizando...

Tem muito mais coisas que eu vivo ao ser sacerdotisa, questões existenciais e pessoais, no entanto o que foi dito até agora já esclarece que ser sacerdotisa é um ato artístico e mágico, é uma forma de me posicionar diante do mundo e das pessoas, como eu sou, uma ARTISTA!
Agradeço ao Ciberpajé por me nomear com tão honrosa condição em seu universo, a qual exerço com muita honra desde então!

Aqui finalizo este texto introdutório sobre Ser Sacerdotisa, talvez mais adiante escreva mais sobre isso.

Gratidão,
IV Sacerdotisa

Saiba mais:

Quem se interessou sobre minha trajetória leia esta entrevista concedida ao projeto IFFanzine AQUI.

Entrevista ao projeto HQforismo Parte 1 e Parte 2.

Acompanhe minha página no facebook: Sibilante - Personagem/Fanzine de HQ Poético Filosófico

Conheça algumas publicações da Aurora Pós-Humana no link: http://www.elo7.com.br/auroraposhumana