domingo, 29 de dezembro de 2024

Projeto Papo de Mulher tem capítulo de livro publicado sobre utilização de fanzines nas práticas pedagógicas decoloniais

O trabalho "FANZINES NAS PRÁTICAS PEDAGÓGICAS DECOLONIAIS: RELATO DE EXPERIÊNCIA DE OFICINA DE FANZINES NA UFSB" foi publicado como capítulo de livro na obra "Quadrinhos & Educação - volume 8", pela editora Quadriculando, organizada pelos professores Amaro Braga (UFAL) e Thiago Modenesi (UFPE). O livro conta com Comissão científica e Conselho Editorial com docentes de diversas instituições de ensino e pesquisa. 



O texto traz a discussão de uma oficina desenvolvida na Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB) durante a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT) em outubro de 2023 no Campus Paulo Freire, em Teixeira de Freitas-BA, de forma presencial, com 24 participantes no qual que foram abordados assuntos ligados a práticas decoloniais, educação antirracista, entre outros através da linguagem dos fanzines. 

As autoras do livro são: Evllin Oliveira, discente de graduação de Medicina e bolsista PROEX; Girlene Martins, mestranda do Programa de Pós-Graduação em Ensino e Relações Étnico-Raciais (PPGER) e Danielle Barros (coordenadora do projeto e docente credenciada ao PPGER).


Para adquirir o livro, entre em contato por e-mail: danbiologa@gmail.com



Entrevista concedida pelo projeto Papo de Mulher a Fernanda Macedo sobre a publicação de capítulo de livro

 


1. Como surgiu a ideia de criação do capítulo, e em quais pontos que resolveram focar para abordar questões sensíveis relacionadas à saúde feminina? 

O capítulo intitulado “Fotonovelas sobre vida, saúde e sexualidade feminina: Produções autorais no contexto da Educação Popular em Saúde (Projeto Papo de Mulher - UFSB/PROEX)” de autoria de Danielle Barros (coordenadora do projeto) e Evllin Sousa Cardoso Oliveira (bolsista), foi um relato de experiência de uma oficina de fotonovela realizada no âmbito do projeto de extensão Papo de Mulher, da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), e surgiu a partir da apresentação de trabalho no congresso VI Fórum Nacional de Pesquisadores em Arte Sequencial (VI FNPAS), em 2022.  

O livro denominado “O saber em quadrinhos: pesquisa, práticas e produção de conhecimentos, volume 1”, reuniu os artigos aprovados e apresentados no VI FNPAS. A publicação possui conselho editorial e científico e constitui-se uma iniciativa da Associação de Pesquisadores em Arte Sequencial (ASPAS) em parceria com o Núcleo de Pesquisa em Quadrinhos (NuPeQ), da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS). O livro pode ser baixado gratuitamente no site da ASPAS, nosso capítulo começa na página 104 até a página 123: https://drive.google.com/file/d/1FoVvshADgWupb4VoZSQhE3kqbMzRoV0q/view

A escolha dos assuntos de cada fotonovela ficou a critério de cada autora. Mas antes de falar sobre os temas das produções das participantes, vou explicar um pouco como foi realizada a oficina: Organizada em dois encontros síncronos e um assíncrono entre eles, os síncronos aconteceram por meio do Google meet devido às exigências sanitárias (COVID-19) que ainda estavam em vigor, em março de 2022. A oficina contou com 09 participantes de cinco diferentes estados (RJ, SP, MG, GO, BA), com pluralidade de formações acadêmicas como Ciências Biológicas, Química, Pedagogia e Medicina. No primeiro encontro (síncrono) apresentamos a conceituação das fotonovelas; relação das fotonovelas com a educação; direitos das mulheres quanto à autonomia, saúde e sexualidade; espaço para momento interativo das participantes com apreciação de fotonovelas antigas, memes, charges, cartuns e posts para reflexão de estereótipos, violências, conquistas, lutas, e do “lugar” da mulher na sociedade, em suas diferenças e vivências interseccionais no contexto histórico-social; discussão sobre aspectos técnicos de enquadramentos, cores e roteiro das fotonovelas; aproximações com a linguagem em quadrinhos; passo a passo para construção das fotonovelas tanto de forma digital quanto impressa; aspectos éticos com solicitação de autorização para o uso das imagens. No segundo encontro (assíncrono) foi criado um grupo no Whatsapp para orientações e colaborações mútuas, compartilhamento de ideias, indicações de materiais e ferramentas virtuais a serem utilizados pelas participantes durante as suas criações das fotonovelas. Nesse momento houve a produção propriamente dita das fotonovelas. No terceiro encontro (síncrono) houve o momento de socialização das fotonovelas criadas em que cada participante apresentou a sua ideia, suas histórias, processos de criação, estratégias criativas e narrativas, inspirações e desafios durante a execução. Por último, todas as participantes avaliaram a oficina através de um formulário online. A oficina teve certificação de 12 horas. 

Com a oficina finalizada em março de 2022, coube à equipe do projeto reunir as fotonovelas em um zine coletivo montado em formato digital e disponibilizado na plataforma Google drive em pdf para download gratuito. As fotonovelas ficaram muito  legais, você pode baixar o zine aqui - Papo de Mulher: Almanaquezine de Fotonovelas: https://www.canva.com/design/DAFMuuNWjHA/jOmhhCVrxTsmXGHUhnbPZg/edit?utm_content=DAFMuuNWjHA&utm_campaign=designshare&utm_medium=link2&utm_source=sharebutton 

O zine Papo de Mulher teve uma repercussão tão incrível, que para nossa surpresa ganhamos até uma premiação nacional! Após votação popular (o qual nem sabíamos que estávamos concorrendo), a publicação ganhou o troféu Angelo Agostini, na categoria fanzine, no dia 30 de janeiro de 2024, Dia do Quadrinho Nacional.

Em sua 39ª edição, a Premiação é uma iniciativa da Associação dos Quadrinhistas e Caricaturistas do Estado de São Paulo (AQC) e celebra as melhores produções no âmbito das histórias em quadrinhos no Brasil. A celebração com o anúncio de vencedores do Troféu Angelo Agostini aconteceu em cerimônia on-line ao vivo através do canal da AQC no YouTube no dia 30 de janeiro de 2024, e as vencedoras receberam um diploma. Na ocasião, participaram cartunistas e quadrinistas de grande importância nacional como Laerte Coutinho, Bira Dantas, Helô D’Angelo, Laudo, Adriana Melo, Nilson Azevedo e muitos outros. Neste post você pode acessar o link da premiação: https://ivsacerdotisa.blogspot.com/2024/01/papo-de-mulher-ganha-premio-nacional-no.html 

 


Papo de Mulher tem 24 páginas coloridas, a capa, em seguida duas páginas com as fotos e breve descrição das autoras, escrita por elas mesmas. Em seguida uma página com breve introdução sobre a publicação, no contexto do projeto de extensão. Posteriormente o sumário, e na sequência, cada uma das fotonovelas. Nas páginas finais inserimos uma proposta “Que tal criar sua própria fotonovela?”, com o objetivo de fomentar que o público, seja da área da educação ou qualquer pessoa interessada no tema, possa criar sua própria história ou aplicar em suas práticas pedagógicas. 

Na capa final, o expediente com informações da publicação (autoria, ano, local, projeto/instituição) e QR Code para acesso digital. Além disso, uma tiragem impressa de 60 unidades foi montada artesanalmente pela equipe do projeto, cujos exemplares foram enviados via correio para as autoras das fotonovelas e distribuídos em um evento internacional, como uma ação de “pré-lançamento” durante o XVI Congreso de la Asociación Latinoamericana de Investigadores de la Comunicación (ALAIC), em Buenos Aires (Argentina), na oportunidade da apresentação de outro trabalho de pesquisa realizado sobre o tema, intitulado: “Mapeamento da utilização de Fotonovelas na educação e comunicação em saúde”, em setembro de 2022. Viramos notícia no Correio do Estado da Bahia: https://correiodoestadobahia.com.br/?p=6452 

O lançamento oficial do zine ocorreu através de uma Live no Youtube pelo canal Ciarte em novembro de 2022 contando com a presença da maioria das autoras e certificação de presença (2 horas). Se quiser assistir o lançamento, acesse: https://www.youtube.com/watch?v=zUCgSp1tnCs&t=10s  Além disso, o projeto participou da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia com uma Exposição científica  em forma de banner, em evento presencial no Campus Paulo Freire, novembro de 2022. 

Voltando a falar sobre as temáticas das fotonovelas escolhidas por cada autora, a publicação apresenta a pluralidade das perspectivas quanto às diferentes vivências do papel da mulher e sua autonomia no meio social abordando temas diversos como: saúde da mulher negra; aleitamento materno; políticas públicas e pobreza menstrual; infância; relações amorosas e familiares abusivas; saúde mental; e assédio moral e sexual no mundo acadêmico.


2. Quais foram os principais desafios enfrentados durante o processo de produção do capítulo?  

Como comentei em uma outra entrevista, um dos maiores desafios que temos enfrentado é administrar o tempo com as demais tarefas da vida. Tanto eu quanto a bolsista Evllin, que é estudante de Medicina da UFSB, temos uma rotina muito sobrecarregada. Nesse sentido, executar os planos de trabalho do projeto de extensão, que envolve: planejar, realizar oficinas, elaborar materiais educativos, divulgar as ações, avaliar as atividades, tabular os resultados coletados, escrever manuscritos para publicação, elaborar relatórios, entre outras atividades, sempre atendendo a prazos curtos, tem sido um dos principais desafios. 

Por outro lado, é inegável a importância da comunicação científica, ou seja, fazer com que os dados e resultados do projeto de extensão cheguem à comunidade acadêmica e também atravessem os muros da universidade. Portanto, mesmo em meio a todas as demandas de docente em regime de dedicação exclusiva da UFSB, - que assim como outros colegas, atuo como membro em colegiados, comissões, grupos de trabalho, coordenações, consultorias, reuniões, oriento estudantes, além do preparo e realização de aulas, correção de trabalhos participação em congressos, apresentação de palestras, tudo isso ocorrendo em simultâneo às demandas pessoais e familiares, - é necessário publicar e divulgar o projeto e os resultados de forma ampla e em diversos âmbitos, tanto acadêmicos (em forma de capítulos, livros, artigos, congressos) quanto em ambientes fora da universidade: nas praças, exposições culturais, em rádios, em mídias alternativas, fanzines, rodas de conversas, etc.

 


3. Como vocês avaliam o impacto das fotonovelas na conscientização e no empoderamento das mulheres em relação à sua própria saúde e bem-estar?

Durante revisão de literatura realizada pela equipe do projeto na etapa de elaboração do material de apoio (slides) da oficina, verificamos de forma recorrente a constatação de que, embora existam iniciativas com o uso fotonovelas na educação, as pesquisas acadêmicas sobre o tema ainda são pouco frequentes no Brasil. No entanto, diversas pesquisas acadêmicas na literatura internacional atestam que as fotonovelas têm sido utilizadas com populações na educação em saúde para comunicar mensagens sobre diversos temas como HIV, tuberculose, depressão, doença de Alzheimer, obesidade, câncer de mama, entre outros. Alguns pesquisadores e pesquisadoras afirmam que o que tornam as fotonovelas singulares no contexto da comunicação em saúde é que elas incorporam elementos visuais chamativos, aspectos culturais e texto de compreensão simples, com mensagens educacionais inseridas em uma história cômica e/ou dramática, com personagens em circunstâncias cotidianas as quais o público pode se identificar e se sensibilizar sobre questões de saúde, promoção da saúde e combate a estigmas. 

Na oficina relatada no capítulo de livro em questão foram 8 histórias elaboradas por (autoria/título): Aline Baffa (“Red Flags”), Ana Basaglia (Era uma vez), Andréa Rocha (Saúde da Mulher Negra), Ane Cattariny Nossa (Como nosso passado deteriora o futuro!), Danielle Barros (Sentindo na pele), Evllin Oliveira (A professora do B-A-BÁ), Jéssica Souza (Criança tem que ser criança) e Thina Curtis (É coisa de mulher). Os resultados decorrentes das avaliações realizadas durante o projeto denotam relevância da iniciativa, foi unânime, dentre as respostas das participantes, os seguintes posicionamentos: consideraram-se satisfeitas com a oficina; afirmaram que o conteúdo foi pertinente para discussão; concordaram que usufruíram de um espaço diálogo para discussão e que os temas discutidos foram do seu interesse. Quanto à organização do material, 71,4% se considerou muito satisfeita e 28,6% satisfeita. Em relação ao tempo dos encontros: 85,7% consideraram suficiente e 14,3% sugeriu disponibilizar maior quantidade de encontros síncronos para discussão. Sendo assim, a oficina de fotonovelas foi uma forma enriquecedora de iniciar as atividades do projeto, possibilitando uma interação horizontal com as participantes que tiveram liberdade para expressar suas ideias acerca de diversas temáticas pertinentes para si mesmas. O compartilhamento dos processos criativos de cada uma e suas diferentes vivências permitiu a construção de conhecimentos e fonte inspiradora para trabalhos pedagógicos, acadêmicos, artísticos, pessoais, dentre outros, segundo falas das participantes.

Portanto, nós da equipe do projeto temos a percepção nítida que a forma leve e lúdica que propomos as discussões contribuíram para sensibilizar e discutir temas relacionados à saúde e bem-estar de cada mulher. Aqui concebemos a saúde de uma forma ampla, aquela que considera aspectos psicossociais e os determinantes sociais da saúde, ou seja, “papo de mulher” são assuntos que consideram: fatores sociais, econômicos, culturais, étnicos/raciais, psicológicos, ambientais;  políticos;  governamentais;  culturais e subjetivos que afetam positiva ou negativamente a saúde e a vida de cada uma de nós.


4. Qual é o papel das fotonovelas na abordagem interdisciplinar da saúde feminina, considerando aspectos como meio ambiente, estilo de vida e condições socioeconômicas?

As fotonovelas são publicações sequenciais que unem a linguagem das histórias em quadrinhos e fotografia, que, através de fotografias justapostas com balões de diálogos, apresentam dramas narrativos com romances, amizades, histórias de sofrimento e superação, etc. Essas publicações surgiram na Itália após a Segunda Guerra Mundial, e no Brasil, chegaram à década de 1950, como produto da indústria cultural e comunicação de massa, derivada da indústria do cinema. Nessas fotonovelas era comum uma abordagem geralmente apresentando uma heroína de origem humilde que busca um amor inacessível, repletos de obstáculos de ordem social, dilemas éticos e amores proibidos, alcançando seu ideal de felicidade ao final da trama. As personagens tinham características psicológicas apresentadas de forma superficial, e em geral, estereotipadas. Segundo a pesquisadora Raquel Miguel, essas revistas eram taxadas como "subliteratura", bobagem, leitura vazia, "leitura de mulher", ou seja, atrelando algo supostamente ligado ao “universo feminino” como algo de menor importância. 

Segundo a pioneira nos estudos sobre fotonovelas, a pesquisadora Angeluccia Habert, o que torna a fotonovela um objeto de abordagem sociológica não ocorre por suas particularidades expressivas ou sua constituição como linguagem em si, mas por serem produtos de uma indústria cultural e veicularem conteúdo consumido cotidianamente por um grande público, ou seja, por constituírem-se um fenômeno da cultura de massa. Nesse sentido, de acordo com a autora, a fotonovela ou qualquer outro meio de comunicação de massa não deve ser compreendida como uma produção de origem popular, ou seja, como produção a partir de grupos sociais desvinculados ao poder. 

Porém, em nosso projeto de extensão as fotonovelas não estão situadas na acepção que Habert refere-se, enquanto comunicação de massa, e sim como uma apropriação da fotonovela enquanto linguagem no contexto da educação popular em saúde. Em nosso contexto, as fotonovelas compuseram um fanzine coletivo, sendo produções autorais e independentes que não se configuram como produtos comunicacionais de “reprodução de poder” do mercado editorial. 

Dessa forma, propomos a “subversão” do conceito original de fotonovela, ao nos apropriamos da mesma como linguagem aplicando-a a uma abordagem educacional dialógica e popular, desta vez, refutando a reprodução de preconceitos e estereótipos, propiciando o protagonismo das mulheres que puderam ser autoras, designers, roteiristas, fotógrafas e escritoras de suas próprias histórias, com temas pertinentes às suas escolhas, de acordo com seus contextos de vida, motivações e inquietações.

 

5. Pretendem dar seguimento ao capítulo, em novos projetos, seguindo o mesmo raciocínio sobre vida, saúde e sexualidade feminina?

 

Cada capítulo, artigo, apresentação de trabalho são comunicações e divulgações científicas com os resultados parciais e sempre em andamento do nosso projeto de extensão.  Portanto estaremos sempre dando seguimento! Inclusive o presente projeto hoje intitulado “Papo de Mulher na Educação Científica: Proposições de práticas pedagógicas lúdicas e decoloniais para o ensino de ciências e saúde” (Edital 04/2023 Proex UFSB) é uma continuação do projeto, criado em 2021 chamado “Tecendo Diálogos e Reflexões sobre Saúde e Sexualidade entre Mulheres através de Fanzines” aprovado em edital da Extensão Popular da Universidade Federal do Sul da Bahia (PROEX-UFSB), campus Paulo Freire, apelidado por votação popular como Papo de Mulher. 

O foco atual do projeto é ampliar o alcance e as temáticas, promovendo diálogos interdisciplinares e interseccionais, propondo reflexões de práticas pedagógicas e elaboração de materiais educacionais lúdicos na mediação de conhecimentos, como jogos didáticos, fotonovelas, quadrinhos, fanzines, lambe arte, entre outros, para contribuir para efetivação de abordagens de ensino decoloniais, feministas e antirracistas, no âmbito da saúde e da ciência. O objetivo geral do projeto de extensão consiste em elaborar, aplicar e avaliar proposições de práticas pedagógicas lúdicas e decoloniais para o ensino de ciências e saúde, com enfoque em temáticas interseccionais relacionadas à saúde da mulher, sexualidade e relações étnico-raciais, através de oficinas e materiais educativos que articulam saberes populares e científicos, conforme metas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da ONU.

Esse ano temos algumas oficinas a serem realizadas, participações em congressos e manuscritos já aceitos para publicação. Em agosto iremos apresentar dois trabalhos no congresso internacional, na Universidade de São Paulo (USP): 8as. Jornadas Internacionais de Histórias em Quadrinhos! Os trabalhos são: “Práticas Pedagógicas lúdicas através de Fotonovelas para o ensino decolonial em Ciências e Saúde” autoria de Evllin Sousa Cardoso Oliveira (bolsista) e eu. E o trabalho “Processo criativo da elaboração de Fotonovela sobre Primeiros Socorros com foco em desengasgo para aplicação em escolas da Educação Básica” em coautoria com Samuel Bomfim, bolsista do outro projeto de extensão “Primeiros Socorros nas Escolas” (Edital 03/2023).

Nós do projeto Papo de Mulher agradecemos a oportunidade de divulgar nosso trabalho! E para que vocês possam acompanhar as novidades e se inscreverem nas nossas próximas ações, convido a seguirem nossa página no instagram!  https://www.instagram.com/papodemulherufsb/ 

 


Veja outras notícias do projeto:

Vencedores do 39º Troféu Angelo Agostini https://aqc-sp.com.br/2024/01/30/vencedores-do-39o-trofeu-angelo-agostini/   

Professora Danielle Barros (UFSB) participa do congresso 7as. Jornadas Internacionais de Histórias em Quadrinhos na USP com apresentação de trabalho e lançamento de livro https://ivsacerdotisa.blogspot.com/2023/09/docente-da-ufsb-participa-do-congresso.html

Professora da UFSB (Campus Paulo Freire) apresenta trabalho em congresso na Argentina https://correiodoestadobahia.com.br/?p=6452

Projeto de extensão desenvolve fotonovelas para comunicar sobre educação em saúde https://ufsb.edu.br/ultimas-noticias/3831-projeto-de-extensao-desenvolve-fotonovelas-para-comunicar-sobre-educacao-em-saude

Projeto de Extensão "Papo de Mulher" ganha Prêmio Nacional no 39° Troféu Angelo Agostini https://ufsb.edu.br/ultimas-noticias/4449-projeto-de-extensao-papo-de-mulher-ganha-premio-nacional-no-39-trofeu-angelo-agostini

Papo de Mulher presente na exposição fotográfica da história dos 10 anos da Universidade Federal do Sul da Bahia https://ivsacerdotisa.blogspot.com/2024/02/papo-de-mulher-presente-na-exposicao.html

Papo de Mulher ganha Prêmio Nacional no 39° Troféu Angelo Agostini https://ivsacerdotisa.blogspot.com/2024/01/papo-de-mulher-ganha-premio-nacional-no.html

Papo de Mulher (UFSB) recebe Prêmio Nacional no 39° Troféu Angelo Agostini https://correiodoestadobahia.com.br/?p=10715

ASPIANA É CONTEMPLADA COM TROFÉU ANGELO AGOSTINI https://blogdaaspas.blogspot.com/2024/02/aspiana-e-contemplada-com-trofeu-angelo.html


Professora e pesquisadora Danielle Barros concede entrevista a Agência de Notícias do Sul da Bahia

Professora e pesquisadora Danielle Barros concedeu uma entrevista a  Agência de Notícias do Sul da Bahia (ANSUBA), o título da matéria é "Livro organizado por professora da UFSB destaca mulheres nos quadrinhos", confira aqui.


Entrevista completa, com perguntas de Jeovanna Isabel:

1- Qual foi a sua inspiração para conceber o livro "Dossiê Mulheres e Arte Sequencial: Elas Pesquisam, Elas Produzem"?

A ideia de conceber esse livro não foi só minha, nasceu de uma conversa informal entre mulheres, artistas, professoras e/ou pesquisadoras, de diferentes instituições e estados brasileiros (UFSB, IFRJ, UFF, UFG), durante um congresso que participávamos. Queríamos um livro que reunisse e evidenciasse a produção acadêmica e quadrinística das mulheres brasileiras. Na ocasião, ao saber da proposta através da artista-pesquisadora e servidora da UFG, Cátia Ana, a então coordenadora do Programa de Pós-graduação em Arte e Cultura Visual da FAV/UFG, Profª Leda Maria de Barros Guimarães nos convidou para realizar esse livro na notória Coleção Desenredos, sob o selo do Centro Editorial Gráfico (CEGRAF/UFG), e ficamos muito empolgadas. A partir daí, nós, organizadoras, criamos uma “conversa” por e-mail que foi estendida durante meses no qual fomos delineando o conceito, critérios, formato dos textos, chamada para autoras, entre outros detalhes.

O livro teve seu lançamento no mês de junho através de uma live com as organizadoras, contando com a presença das autoras e a convidada palestrante, Profª Drºª Sônia Bibe Luyten (ECA/USP), pioneira nos estudos acadêmicos das histórias em quadrinhos no Brasil. A pesquisadora apresentou parte de sua pesquisa, cuja temática é debatida pela mesma no capítulo de abertura do dossiê. Deixo o link para quem quiser assistir nosso lançamento: https://www.youtube.com/watch?v=ZEcGjU8VXQM

Após o lançamento, o livro “Dossiê Mulheres e Arte Sequencial: Elas Pesquisam, Elas Produzem” obteve uma excelente repercussão no meio, e foi indicado na categoria Livro Teórico no 35º Troféu HQMIX. Só para falar um pouco sobre a importância dessa indicação: o Troféu HQMIX é considerado o "oscar" dos quadrinhos no Brasil, foi criado em 1988 pelos cartunistas Jal e Gual, com a finalidade de premiar e divulgar a produção de histórias em quadrinhos, cartuns, charges e as artes gráficas como um todo no Brasil. A cada ano são escolhidos, por meio de votação de um júri especialista, as publicações que mais se destacaram entre as várias categorias que compõem a premiação. Para vocês terem uma ideia, o júri precisa analisar e escolher dentre os mais de 1.500 trabalhos inscritos a cada ano, para chegar a uma lista de 12 indicações.

O júri oficial troca pareceres por mais de quatro meses até chegar na lista final para a cédula de votação. Em seguida vai para o júri nacional de cerca de 2.000 profissionais da área dos quadrinhos, registrados como votantes.

A Associação dos Cartunistas do Brasil e o Instituto do Memorial de Artes Gráficas do Brasil são as duas entidades que organizam o Troféu HQMIX e, desde o início, tem o apoio do apresentador Serginho Groisman e SESC São Paulo.

Apesar de ter sido muito trabalhoso, foi gratificante. A produção de um livro dessa magnitude reunindo tantos talentos de diversos estados brasileiros, em um trabalho feito de forma dedicada e altruísta, que demandou custos financeiros e muito do nosso tempo (já assoberbado em meio aos demais afazeres profissionais, familiares e pessoais), em si já é um “prêmio”. A indicação ao Troféu HQMIX bem como a repercussão em diversas mídias especializadas, sites institucionais e mídias alternativas foi um reconhecimento da relevância do nosso livro, entre tantas obras pertinentes no país.

 

2- Como foi o processo de seleção dos textos acadêmicos e das obras de quadrinistas brasileiras para compor essa obra?

Nós, organizadoras, entendemos que a produção acadêmica e a produção artística são equivalentes, não havendo “hierarquias” de valoração (textos acadêmicos versus histórias em quadrinhos) como às vezes ocorre em determinadas áreas no âmbito acadêmico. Como o nome do livro é "Dossiê Mulheres e Arte Sequencial: Elas Pesquisam, Elas Produzem", partindo do princípio que nem sempre quem pesquisa quadrinhos é quadrinista, e da mesma forma, que nem todas que criam HQs desenvolvem pesquisa,- embora ocorra essa simultaneidade de ser artista/pesquisadora (meu caso),- criamos uma chamada pública de trabalhos tanto de textos acadêmicos (para evidenciar “elas pesquisam”) quanto de histórias em quadrinhos (para retratar “elas produzem”). A chamada foi amplamente divulgada e direcionada a mulheres (cis ou trans) de todo o Brasil. Os trabalhos que estavam dentro das normas foram admitidos, analisados, alguns reenviados para adequações, revisados e publicados.

O resultado, depois de muito trabalho, foi um ebook com download gratuito de 303 páginas, com textos acadêmicos de pesquisadoras da Associação de Pesquisadores em Arte Sequencial - ASPAS, bem como a produção de diversas quadrinistas brasileiras que gentilmente cederam suas criações autorais para compor o livro. Citando os nomes, a organização, revisão e diagramação foram realizadas por Danielle Barros Silva Fortuna (UFSB), Maiara Alvim de Almeida (IFRJ), Cátia Ana Baldoino da Silva (UFG) e Nataly Costa Fernandes Alves (UFF), que também arcaram com os custos do ISBN e ficha catalográfica. Participam as pesquisadoras: Sonia M. Bibe Luyten, Sabrina da Paixão Brésio, Maiara Alvim de Almeida, Nataly Costa Fernandes Alves, Valéria Fernandes da Silva, Natania A. Silva Nogueira, Danielle Barros Silva Fortuna e Valéria Aparecida Bari; as quadrinhistas: Isa de Oliveira, Andréia Oliveira, Fernanda Braga, Nataly Costa Fernandes Alves, Rosemary Bezerra de Araujo (Rose Araujo), Roberta Cirne, Rachel Cosme Silva dos Santos, Milena Larissa Varella de Azevedo, Juliana Loiola de Paula (Ju Loyola), Renata C. B. Lzz, Melinna Guedes Barros, Mariana Araújo de Brito, Regi Munhoz, Abilene de Sá Barbalho, Danielle Jaimes, Paloma Nogueira Nitão Diniz, Thais Linhares, Lya Calvet, Naiara M. Saqueto, Rafaela Dourado Leobas e Cátia Ana Baldoino da Silva.

 

3-  Qual é a importância, na sua opinião, de destacar o trabalho das mulheres na arte sequencial e na pesquisa acadêmica sobre o tema?

Conforme ressaltamos no texto de apresentação do livro, por muito tempo, seja nas ciências, nas artes quanto nas mais diversas áreas, a presença feminina e suas produções foram ignoradas e/ou apagadas. Dentro do processo de resgatar a memória, divulgar a pesquisa e a produção atual das mulheres nas histórias em quadrinhos, iniciativas importantes têm sido desenvolvidas no país nos anos recentes e são imprescindíveis para que este contexto se modifique.

Portanto, esse foi um dos principais motivos catalisadores para conceber esse livro: fomentar discussões e reflexões pertinentes e urgentes acerca das apropriações, apagamentos, violências físicas e simbólicas que o corpo feminino sofreu e ainda sofre dentro da lógica patriarcal; problematizar a representação da mulher quando da tendência a mostrar a figura feminina em posição subalterna; evidenciar o protagonismo feminino nas histórias em quadrinhos no Brasil e no mundo; expor inspirações, caminhos e aspectos simbólicos no processo de criação e autocura das artistas e suas obras; questionar e romper a visão preconceituosa e estereotipada acerca da produção de quadrinhos feita por mulheres, destacando a diversidade, complexidade e a potência que essas criações têm,

apesar de todas as dificuldades impostas às mulheres historicamente, na área de quadrinhos e afins.

Assim, acreditamos que obras como essa são pertinentes na medida em que contribuem para ampliar a visibilidade da produção feminina, sua diversidade, poéticas, metodologias, sagacidade, estética, humor, crítica social e relevância temática, evidenciando a criatividade no experimentalismo de cada autora. Esperamos que o livro possa fortalecer e potencializar nossa área, motivando outras mulheres a lerem, consumirem trabalhos de outras mulheres e também, a criarem.

4- Quais foram os principais desafios que você enfrentou durante a realização deste projeto?

Creio que foi administrar o tempo com as demais tarefas da vida. O processo de planejamento e elaboração foi uma tarefa minuciosa, o livro foi intensamente revisado, tivemos muitas reuniões remotas para discutirmos detalhes da diagramação, acerca dos termos de autorizações, em relação a extensão dos textos, acompanhar o recebimento das produções administrando os prazos, organizar lançamento, fazer a divulgação, entre outros aspectos.

Como professora pesquisadora em regime de dedicação exclusiva da UFSB, docente credenciada ao Programa de Pós-graduação em Ensino e Relações Étnico-raciais (PPGER), tal qual muitos colegas atuo como membro em colegiados, comissões, grupos de trabalho, coordenações, consultorias, reuniões, oriento estudantes de mestrado e bolsistas de projetos de extensão, além do preparo e realização de aulas, correção de trabalhos acadêmicos, avaliadora de manuscritos em periódicos científicos, desenvolvimento de pesquisas, elaboração de manuscritos para publicação, saídas a campo, participação em congressos, apresentação de palestras, e o tempo todo temos que produzir e lidar com prazos exíguos. Tudo isso, obviamente, ocorrendo em simultâneo às demandas pessoais e familiares. Portanto, conceber a ideia inicial até transformá-la na concretização do livro diante de todas as exigências cotidianas, constituiu-se um dos principais desafios.

Além de ajudar a organizar o livro, ainda escrevi um capítulo, intitulado: "Processos criativos e reflexões poéticas em HQforismos sobre sagrado feminino" que consta nas páginas 159 a 188. Trata-se de um ensaio abordando as inspirações poéticas e filosóficas de HQforismos com recorte temático sagrado feminino, a partir de uma metodologia exploratória e qualitativa destacando alguns aspectos simbólicos das produções sob a perspectiva junguiana. Para a análise empírica, foram utilizados HQforismos publicados nos fanzines de minha autoria: Sibilante Grimoirezine Poético Filosófico (2014), Presença Focada (2015), Criar Cura (2016), Lua Menina (2016), SombryLuz (2018) e no livro A Sacerdotisa (2019), articulando os sentidos do ato criativo da autora, as simbologias e trechos de reflexões poéticas emergidas junto ao público leitor, refletindo quais os limites e possibilidades do entre lugar dos HQforismos em uma perspectiva autobiográfica de arte como cura e como este formato rompe e dialoga com a linguagem quadrinística.

Como mencionei, o livro inteiro está incrível, recomendo sua leitura na íntegra. Como escrevemos no texto de apresentação da obra, esperamos que esse dossiê seja mais do que um braço que levanta outras mulheres, mas também se constitua como fonte de pesquisa, referência, força e inspiração a todas nós. O download está disponível gratuitamente no link a seguir, o qual contamos com a sua ampla divulgação! 

Agradeço a oportunidade em poder falar sobre nossa obra, agradeço às organizadoras, a todas as pesquisadoras e quadrinistas que compõem este livro maravilhoso, bem como ao público que leu, aos que têm utilizado a obra como referência bibliográfica e a todos que tem feito a obra circular.


O download: https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/688/o/Desenredos.pdf

Lista oficial de indicados ao 35º Prêmio HQMIX: https://blog.hqmix.com.br/noticias/lista-dos-indicados-ao-35-trofeu-hqmix/?fbclid=IwAR23ymTrwrHtcgvvk-H

Matéria no site da UFSB: https://ufsb.edu.br/ultimas-noticias/4271-livro-organizado-por-docente-da-ufsb-e-indicado-a-premio-considerado-o-oscar-dos-quadrinhos

Instagram UFSB: https://www.instagram.com/p/CxJFSOeuhH5/






Projeto Papo de Mulher participa do VI Conex - Congresso de Extensão da UFSB

Durante o Congresso de Extensão (VI CONEX/UFSB), ocorrido em outubro de 2024, a bolsista Evllin Cardoso (Edital Proex 03/2023) apresentou o banner com alguns resultados do projeto. 



O título do banner "PAPO DE MULHER NA EDUCAÇÃO CIENTÍFICA: PROPOSIÇÕES DE PRÁTICAS PEDAGÓGICAS LÚDICAS E DECOLONIAIS PARA O ENSINO DE CIÊNCIAS E SAÚDE" traz o seguinte contexto:

"A Lei 10.639/03 tornou obrigatório o ensino da História e da Cultura afro-brasileira e africana em todas as instituições de ensino do Brasil. Todavia, após mais de 20 anos de sua promulgação, as iniciativas que potencializem sua efetivação de forma significativa no contexto educacional e social ainda são pontuais. Diante disso, o uso de metodologias que promovam abordagens decoloniais e antirracistas é essencial no âmbito das práticas pedagógicas. O projeto Papo de Mulher surgiu no edital 02/2021 evoluindo com continuidade no edital 04/2023. No primeiro edital, o projeto buscou promover diálogos e compartilhamento de conhecimentos sobre autonomia, saúde e sexualidade da mulher, no segundo edital foi ampliado o alcance das temáticas para discutir práticas pedagógicas decoloniais no ensino de ciências e da saúde mediante materiais lúdicos. O objetivo consiste em elaborar, aplicar e avaliar proposições de práticas pedagógicas lúdicas e decoloniais para o ensino de ciências e saúde, com enfoque em temáticas interseccionais relacionadas à saúde da mulher, sexualidade e relações étnico-raciais, através de oficinas e materiais educativos que articulam saberes populares e científicos."

Como principais resultados: "destacamos algumas ações realizadas, produtos: Almanaquezine de Fotonovelas Papo de Mulher (24 páginas), que ganhou o 39º prêmio Ângelo Agostini através de votação popular nacional, Fanzines para prática de ensino decolonial (12 páginas), Almanaquezine Vidas em Jogo (36 páginas); Oficinas: Lambe-arte no ensino de ciências e saúde; Fanzines na divulgação científica decolonial, Cinedebate Antirracista, entre outras. Ademais, houve participação em eventos como: XVI Congresso Latino Americano de Comunicação (ALAIC); VI Encontro da Associação de Pesquisadores em Arte Sequencial (ASPAS); II Encontro Latino-Americano de Pesquisa em Educação em Química, II Coloquio Internacional de Didáctica de las Ciencias Humanas y Naturales, Jornadas Internacionais de Quadrinhos (USP), etc. Publicamos capítulos de livros e artigos completos. O projeto pretende realizar mais uma oficina e um novo Almanaque de Fotonovelas voltado a educadores/as que queiram utilizar fotonovelas como metodologia em sua prática pedagógica. Espera-se contribuir para a produção de conhecimentos científicos, artísticos, culturais e sociais que promovam reflexões sobre a importância do uso de práticas pedagógicas lúdicas para o ensino-aprendizagem e a aplicação para temáticas educativas que fortaleçam metodologias decoloniais em diferentes áreas, especialmente relacionada à saúde e sexualidade feminina."










Projeto Papo de Mulher participa do congresso 8as. Jornadas Internacionais de Histórias em Quadrinhos na USP com apresentação de trabalho

O CONGRESSO

O evento 8as. Jornadas Internacionais de Histórias em Quadrinhos ocorreu entre 20 e 23 de agosto de 2024 na Escola de Comunicação e Artes (ECA) da Universidade de São Paulo (USP). O congresso tem como proposta servir de ponto focal para as pesquisas interdisciplinares sobre quadrinhos e arte sequencial produzidas no país e no exterior.


TRABALHO APRESENTADO E O CONTEXTO: PROJETO DE EXTENSÃO

O trabalho apresentado "Práticas Pedagógicas lúdicas através de Fotonovelas para o ensino decolonial em Ciências e Saúde" tem como autoras a discente/bolsista Evllin Sousa Cardoso Oliveira e a professora Danielle Barros (orientadora), sendo um recorte do projeto de extensão Papo de Mulher na Educação Científica: Proposições de práticas pedagógicas lúdicas e decoloniais para o ensino de ciências e saúde, Edital 04/2023 Proex UFSB.

A professora Danielle apresentou a comunicação oral e mediou o GT.












A participação neste congresso internacional com relevância proeminente na área interdisciplinar permitiu a representação da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB) além de contribuir para a divulgação da pesquisa e extensão universitária através da discussão sobre como as fotonovelas são utilizadas no âmbito da educação e comunicação em saúde.

Confira algumas fotos: